As Doenças Crónicas são doenças de evolução prolongada, permanentes, para as quais, actualmente, não existe cura, afectando negativamente a saúde e funcionalidade do doente. No entanto, os seus efeitos podem ser controlados, melhorando a qualidade de vida destes doentes (Thompson, et all, 1993).
Doenças congênitas são aquelas adquiridas antes do nascimento ou até mesmo depois do mesmo, no primeiro mês de vida, seja qual for a sua causa. Dentre essas doenças, aquelas caracterizadas por deformações estruturais são denominadas usualmente por anomalias ou malformações congênitas (Thompson, et all, 1993).
Para Thompson et all (1993), existem vários tipos de doenças crónicas como: Diabetes; Obesidade; Cancro; Doenças respiratórias; Doenças cardiovasculares; A maioria das doenças auto-imunes; Algumas infecções como a tuberculose, lepra, sífilis ou gonorreia; SIDA.
Factores de risco segundo Thompson et all (1993) são: Colesterol elevado; Tensão arterial elevada; Obesidade; Tabagismo; Consumo de álcool; Alimentação pobre em frutas e vegetais.
Como reduzir os riscos
Para Thompson et all (1993), existem certas técnicas: Através da alteração do estilo de vida pode-se, em pouco tempo, reduzir o risco de desenvolvimento de Doenças Crónicas; Alterando a dieta alimentar – privilegiar frutas, vegetais, frutos secos e cereais integrais; substituir as gorduras animais saturadas por gorduras vegetais insaturadas; reduzir as doses de alimentos salgados e doces; Iniciando a prática de exercício físico diário; Eliminando o consumo de tabaco.
Coping – são os esforços ou respostas, em sentido adaptativo, perante determinada situação de estresse que ultrapassa as capacidades do indivíduo, constituindo-se em uma sobrecarga de seus recursos perante uma ameaça ao bem-estar.
Existem várias estratégias de coping: confronto, afastamento, autocontrole, aceitação de responsabilidades, fuga-esquiva e reavaliação positiva. Mas a eleição de uma estratégia é determinada pela natureza do estressor, as circunstâncias em que ele se reproduz e o próprio estilo que caracteriza o sujeito e suas escolhas. (Câmara,2009)
O processo de coping em doenças crónicas
O coping pode actuar na forma de estratégias de fuga e esquiva, que envolve adiar e amenizar o impacto das mudanças e alterações da situação de estresse e consequentemente pensar de forma negativa no problema, o que pode resultar problemas psicológicos, tais como, depressão, isolamento, vergonha, sentimentos de inutilidade, que podem levar ao suicídio. Mas também pode-se traçar estratégias de reavaliação positiva, onde o indivíduo desenvolve planos de acção para minimizar as emoções negativas e problemas psicológicos resultantes da deficiência. Desenvolver uma postura pró-ativa onde há uma percepção mais clara e objetiva da doença, o que resulta em menor uso da estratégia de fuga-esquiva. Procurar centrar-se no problema ao invés de fugir do mesmo, minimizando-o em termos cognitivos, o que contribui para um entendimento mais claro acerca da doença.
Assim, surgem portadores de algum tipo de deficiência que se destacam no desporto, música e outras actividades descritas como de superação (Câmara, 2009).
Referências bibliográficas
Thompson, W.; McInnes, R. & Willard, F. (1993). Genética Médica. São Paulo: Guanabara Koogan.
Câmara (2009). Estratégias de coping e percepção da doença em pais de crianças com doenças crónicas: o contexto do cuidador
(http://www.scielo.unal.edu.co/scielo).
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Desastres Naturais
De acordo com Cerutti, et all (2010), desastre é a interrupção grave do funcionamento de uma comunidade ou sociedade que causa perdas humanas e/ou importantes perdas materiais, econômicas ou ambientais que excedam a capacidade da comunidade ou sociedade afetada para fazer frente à situação, utilizando seus próprios recursos. Para a vigilância em saúde ambiental é considerado desastre quando houver dano ou destruição da infra-estrutura de saúde (perda de leitos, medicamentos, insumos, equipamentos) ou recursos humanos e/ou exceder a capacidade de atendimento do serviço local de saúde, causados por um fenômeno natural.
Os desastres se subdividem, segundo sua causa, em duas amplas categorias: aqueles
provocados por fenômenos naturais (desastres naturais) e os provocados ou gerados pelo homem (desastres artificiais). O termo desastre natural se aplica, aos fenômenos naturais, combinados com seus efeitos nocivos, ou seja, a perda de vidas, doenças ou a destruição de edificações. De acordo com o tempo de ocorrência, os desastres naturais podem acontecer de forma súbita ou aguda, como terremotos, tsunamis, tornados, tormentas tropicais, inundações, vulcões, furacões, ciclones, deslizamentos e incêndios florestais; ou de início lento ou crônico, como secas, desertificação, degradação ambiental, desmatamento ou até uma infestação por pragas (Cerutti, et all, 2010).
Consequências psicológicas dos disastres
As consequência psicológicas dos disastres podem ser: problemas de concentração, temores, transtornos do sono, alterações frente aos ruídos, irritabilidade, aborrecimento e desinteresse, ansiedade, insegurança, tristeza, reiteração do evento, problemas somáticos e impotência (Cerutti et all, 2010)
Formas de intervenção para as vítimas dos desastres
É importante ressaltar que as intervenção pode ser antes do desastre (prevenção, mitigação, preparação e alerta) e depois (reabilitação e reconstrução), para Prieto (2007), há grande necessidade de se ter assistência psicológica inicial no caso de ocorrência de disastres, para tal, deve haver profissionais da saúde física e mental de diferentes áreas como por exemplo: profissionais de cuidados intensivos, profissionais de aconselhamento e outros.
As acções a se ter em conta na intervenção de desastres naturais são: contenção do impacto emocional de familiares e próximos, acompanhamento de familiares na busca de informação, orientação e assessoramento a administrativos e voluntários. As acções psicossociais para as vítimas podem ser: restaurar o funcionamento de mecanismos de adaptação, reforçar as capacidades para resolver problemas, promover a capacidade para reorganizar seu mundo, ajudar a se reintegrar às redes de sustentação (Prieto, 2007).
Como identificar as vítimas em disastres naturais
Para a identificação das vítimas devem se ter em conta um conjunto de acções como: identificação das áreas de risco de desastres com probabilidade de impacto na saúde humana; identificação das comunidades vulneráveis e caracterização dessas vulnerabilidades; análise de risco segundo a classificação do desastre e gravidade para a população; estabelecimento de indicadores, sistemas de informação e avaliação das ameaças à saúde humana (Prieto, 2007).
Posição das vítimas dos disastres naturais
A posição vária de individuo para individuo ou mesmo de sociedade para sociedade, dentre as várias podem se destacar as seguintes: desconhecimento, negação (a negação e o desconhecimento frente ao risco aumentam a vulnerabilidade individual e social), onipotência e pensamento mágico (Prieto, 2007).
É necessário implementar-se um conjunto de acções para a prevenção de redução de risco. Essas acções podem ser: conscientização, sensibilização, percepção de risco, reconhecimento, capacitação de líderes, fortalecer canais de comunicação, promover redes sociais de sustento e contenção.
Com base na questã quem é a vítima do desastre: homem ou a natureza? Fica dificil encontrar uma única resposta satisfatória, porque o homem assim como a natureza podem ser as vítimas dos desastres, porém, isso é um processo cíclico (homem afecta a natureza e ela afecta o homem). O homem é considerado vítima quando a ocorrência do desastre não tem como causa a intervenção directa do homem, exemplo: inundações. A natureza pode ser tida também como vítima quando a ocorrência do disastre resulta da intervenção do homem. Ex: destruição da camada do ozono dando origem ao aquecimento global. Contudo, é importante dizer que entre estes (homem/natureza), não existe uma vítima exclusiva no acontecimento de um desastre porque as consequências sempre terão incidencias tanto no homem como na própria natureza.
Situação do disastre em Moçambique
Moçambique é o terceiro país mais afectado pelos desastres naturais em África, depois das Maurícias e Benin e um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas que já estão a ser sentidas em todo globo. Esta situação resulta da sua longa costa (2700 quilómetros), na qual se situam os principais portos nas cidades de Maputo, Beira e Nacala (Pambazuka news, 2009).
Referências bibliográficas
Cerutti, D., Monteiro, E., Cancio, J., Gonçalves, L. e Oliveira, M. (2010). Programa nacional de vigilância em saúde ambiental dos riscos decorrentes dos desastres naturais vigidesastres. Brasília.
Prieto, C. (2007). Aspectos psicossociais em situações de desastre. Acessado no dia 19 de Setembro de 2010 em http://www.disaster-info.net/lideres/portugues/curso-brasil08/palestras_pdf/aspectos_psicossociais_em_situacoes_de_desastre.pdf.
Pambazuka news (2009). Meio ambiente: Moçambique, desastres naturais. Acessado no dia 22 de Setembro de 2010 em http://www.pambazuka.org/pt/category/environment/56588.
Os desastres se subdividem, segundo sua causa, em duas amplas categorias: aqueles
provocados por fenômenos naturais (desastres naturais) e os provocados ou gerados pelo homem (desastres artificiais). O termo desastre natural se aplica, aos fenômenos naturais, combinados com seus efeitos nocivos, ou seja, a perda de vidas, doenças ou a destruição de edificações. De acordo com o tempo de ocorrência, os desastres naturais podem acontecer de forma súbita ou aguda, como terremotos, tsunamis, tornados, tormentas tropicais, inundações, vulcões, furacões, ciclones, deslizamentos e incêndios florestais; ou de início lento ou crônico, como secas, desertificação, degradação ambiental, desmatamento ou até uma infestação por pragas (Cerutti, et all, 2010).
Consequências psicológicas dos disastres
As consequência psicológicas dos disastres podem ser: problemas de concentração, temores, transtornos do sono, alterações frente aos ruídos, irritabilidade, aborrecimento e desinteresse, ansiedade, insegurança, tristeza, reiteração do evento, problemas somáticos e impotência (Cerutti et all, 2010)
Formas de intervenção para as vítimas dos desastres
É importante ressaltar que as intervenção pode ser antes do desastre (prevenção, mitigação, preparação e alerta) e depois (reabilitação e reconstrução), para Prieto (2007), há grande necessidade de se ter assistência psicológica inicial no caso de ocorrência de disastres, para tal, deve haver profissionais da saúde física e mental de diferentes áreas como por exemplo: profissionais de cuidados intensivos, profissionais de aconselhamento e outros.
As acções a se ter em conta na intervenção de desastres naturais são: contenção do impacto emocional de familiares e próximos, acompanhamento de familiares na busca de informação, orientação e assessoramento a administrativos e voluntários. As acções psicossociais para as vítimas podem ser: restaurar o funcionamento de mecanismos de adaptação, reforçar as capacidades para resolver problemas, promover a capacidade para reorganizar seu mundo, ajudar a se reintegrar às redes de sustentação (Prieto, 2007).
Como identificar as vítimas em disastres naturais
Para a identificação das vítimas devem se ter em conta um conjunto de acções como: identificação das áreas de risco de desastres com probabilidade de impacto na saúde humana; identificação das comunidades vulneráveis e caracterização dessas vulnerabilidades; análise de risco segundo a classificação do desastre e gravidade para a população; estabelecimento de indicadores, sistemas de informação e avaliação das ameaças à saúde humana (Prieto, 2007).
Posição das vítimas dos disastres naturais
A posição vária de individuo para individuo ou mesmo de sociedade para sociedade, dentre as várias podem se destacar as seguintes: desconhecimento, negação (a negação e o desconhecimento frente ao risco aumentam a vulnerabilidade individual e social), onipotência e pensamento mágico (Prieto, 2007).
É necessário implementar-se um conjunto de acções para a prevenção de redução de risco. Essas acções podem ser: conscientização, sensibilização, percepção de risco, reconhecimento, capacitação de líderes, fortalecer canais de comunicação, promover redes sociais de sustento e contenção.
Com base na questã quem é a vítima do desastre: homem ou a natureza? Fica dificil encontrar uma única resposta satisfatória, porque o homem assim como a natureza podem ser as vítimas dos desastres, porém, isso é um processo cíclico (homem afecta a natureza e ela afecta o homem). O homem é considerado vítima quando a ocorrência do desastre não tem como causa a intervenção directa do homem, exemplo: inundações. A natureza pode ser tida também como vítima quando a ocorrência do disastre resulta da intervenção do homem. Ex: destruição da camada do ozono dando origem ao aquecimento global. Contudo, é importante dizer que entre estes (homem/natureza), não existe uma vítima exclusiva no acontecimento de um desastre porque as consequências sempre terão incidencias tanto no homem como na própria natureza.
Situação do disastre em Moçambique
Moçambique é o terceiro país mais afectado pelos desastres naturais em África, depois das Maurícias e Benin e um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas que já estão a ser sentidas em todo globo. Esta situação resulta da sua longa costa (2700 quilómetros), na qual se situam os principais portos nas cidades de Maputo, Beira e Nacala (Pambazuka news, 2009).
Referências bibliográficas
Cerutti, D., Monteiro, E., Cancio, J., Gonçalves, L. e Oliveira, M. (2010). Programa nacional de vigilância em saúde ambiental dos riscos decorrentes dos desastres naturais vigidesastres. Brasília.
Prieto, C. (2007). Aspectos psicossociais em situações de desastre. Acessado no dia 19 de Setembro de 2010 em http://www.disaster-info.net/lideres/portugues/curso-brasil08/palestras_pdf/aspectos_psicossociais_em_situacoes_de_desastre.pdf.
Pambazuka news (2009). Meio ambiente: Moçambique, desastres naturais. Acessado no dia 22 de Setembro de 2010 em http://www.pambazuka.org/pt/category/environment/56588.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Teoria da Personalidade e Escolha Vocacional de Anne Roe
O presente trabalho surge no âmbito da cadeira de Psicologia de Orientação Profissional com vista a abordar a teoria psicodinâmica de Anne Roe, tem como objectivo explicar as ideias da autora em relação a escolha da carreira que cada indivíduo faz e quais as possíveis influências que as pessoas sofrem neste processo. Para além de Anne Roe, existem outros autores que representam a adaptação do pensamento psicodinâmico à Psicologia Vocacional, contam-se teóricos como Adler (1931); Bordin, Nachmann, & Segal, (1963) e Erikson (1963, 1982).
Esta perspectiva procura descrever o papel da personalidade e dos impulsos no desenvolvimento da escolha vocacional. De acordo com ela, este é um aspecto do comportamento em que a sociedade permite ao indivíduo um compromisso entre o princípio da realidade e o princípio do prazer. Os autores abordaram a infância como período relevante para os resultados de desenvolvimento vocacional do indivíduo.
O trabalho apresenta a seguinte estrutura: a teoria da personalidade e escolha vocacional de Anne Roe, hipóteses de Anne Roe, tipos de orientação, críticas a teoria de Roe segundo Osipow (1973), outras críticas e limitações da teoria, aplicação da teoria de Roe e conclusão. Para a elaboração do trabalho recorreu-se a revisão bibliográfica.
A Teoria da Personalidade e Escolha Vocacional de Anne Roe
Anne Roe, formada em Psicologia Clínica, baseou suas investigações e pesquisa dos traços de eminentes artistas e cientistas, desenvolveu uma teoria chamada teoria do desenvolvimento da carreira.
A teoria de Roe diz que a escolha ocupacional resulta da personalidade, que é produto das relações com os pais na infância. Esta teoria visa aplicar a teoria da personalidade ao comportamento vocacional. Partindo dos trabalhos iniciais de Gardner Murphy relativamente à canalização da energia psíquica e à importância das experiências precoces nas escolhas vocacionais posteriores, e da teoria da motivação de Maslow que diz que todos os seres humanos são movidos por cinco necessidades básicas que estão arrumadas em hierarquia de importâncias: fisiológica, segurança, relações sociais, auto-estima e a auto-realização. A dinâmica de cada etapa está inteiramente relacionada com a forma como as necessidades básicas correspondem à profissão. E explica de que forma as necessidades explicam as actividades profissionais.
Segundo Roe (1956), uma estrutura das necessidades individuais que é grandemente influenciada pelas satisfações e frustrações da infância podem ser satisfeitas pela futura ocupação que esse indivíduo terá, embora a escolha da categoria seja primeiramente uma função das necessidades individuais, o nível de agrupamento dentro da categoria vai de acordo com as habilidades individuais e o historial socio-económico do sujeito.
De acordo com a sua teoria esta autora desenvolveu um sistema de classificação para as ocupações que incluem oito tipos: serviços, negócios de controlo, organização, tecnologia, guarda, ciência, cultura geral, artes e entretenimento. Estes oito tipos dividem-se em dois grupos de quatro ocupações e cada um dos dois grupos enquadra-se num dos tipos de escolha profissional. Cada grupo vai de acordo com o grau de responsabilidade, competências e habilidades requeridas.
Em 1972, Roe modificou seu ponto de vista, tomando a posição de que as primeiras relações entre pais e filhos, combinavam com outras experiências de outros ambientes e influências genéticas para produzir necessidades. Ela sugeriu que a escolha ocupacional depende de como o indivíduo aprende a satisfazer essas necessidades através de dois tipos de actividades: aquelas que envolvem e aquelas excluem interacções pessoais (Yoste & Corbishley, 1978).
Hipóteses de Anne Roe
Para formulação da sua teoria, Roe partiu de duas hipóteses que são:
• A orientação no sentido das pessoas e
• A orientação no sentido das coisas ou não-pessoas.
É com base nestas hipóteses que Roe estabelece dois tipos de orientação, que podem relacionar-se com as experiências precoces e, consequentemente com as escolhas profissionais.
Tipos de Orientação
Para Roe (1956), existem duas orientações básicas:
1. A orientação no sentido das pessoas: os indivíduos que gostam de trabalhar com os outros, foram criados por pais carinhosos e são encaminhados para trabalhar com pessoas por causa da sua forte necessidade de afecto e pertença.
2. A orientação no sentido das coisas ou não-pessoas: as pessoas criadas por pais que lhes negligenciaram ou que os rejeitaram, tem necessidade de segurança, que se mostra pela sua escolha de ocupações singulares.
Críticas a teoria de Roe Segundo Osipow (1973)
A teoria de Roe gerou consideráveis pesquisas, que apesar de tudo, providenciaram poucos suportes para as suas ideias, parcialmente porque na sua crença em diferentes pratica de cuidar ou amar as crianças produzem escolhas vocacionais diferentes é difícil de validar. Muitas das pesquisas testando as hipóteses de Roe, usaram adultos que lembram da sua infância ou crianças que reportaram o clima familiar em termos simpáticos. As habilidades dos adultos em lembrar exactamente e a veracidade dos termos usados pelas crianças são questionáveis (Yoste & Corbishley, 1978).
Outras críticas e limitações da teoria
• Teoria muito simples, hipótese demasiado simples (linear) para um problema demasiado complexo;
• Alguns estudos contrariam o pressuposto de Anne Roe: a maior parte dos estudos não confirmam a teoria de que as primeiras experiências de frustração e satisfação tenham influência na escolha vocacional;
• Fala em núcleo ou ambiente familiar, não há especificação entre as variáveis pai e mãe;
• Não confirmação (não existe evidência empírica) da teoria da escolha vocacional como meio de satisfação das necessidades básicas (fundamentais);
• Os autores de orientação psicodinâmica apontam poucas recomendações acerca das suas teorias no processo de aconselhamento vocacional embora tenha chamado a atenção para aspectos nunca observados antes nas escolhas vocacionais, não deram expressão aos modelos no sentido da sua comprovação.
Aplicação da teoria de Roe
Combinando os resultados desta linha de investigação com as bases teóricas da teoria da personalidade e da teoria da motivação, Anne Roe postulou que são as relações entre a energia psíquica, a predisposição genética e as experiências precoces que moldam o estilo de funcionamento individual. Segundo a autora, a natureza da orientação das pessoas face ao meio é resultado da combinação entre uma predisposição inata para despender energia de determinada forma e as experiências vividas nos primeiros anos de vida. Esta orientação reflectir-se-á nos objectivos vocacionais dos indivíduos, na medida em que estes procurarão satisfazer necessidades de infância que não foram ainda atendidas (Roe, 1956). Neste sentido, Roe procurou tornar explícita a relação entre factores genéticos e experiências precoces de socialização, e os seus efeitos nas carreiras dos indivíduos (Osipow & Fitzgerald, 1996).
Conclusão
De acordo com esta teoria, a escolha ocupacional é influenciada pelas interações pessoais que o indivíduo teve na sua infância. Roe, considera que o indivíduo passa por diversas influências tanto ao nível familiar como cultural e social, também procura explicar como este processo ocorre tendo em conta os factores fisiológicos, psicológicos e sociológicos do indivíduo. Estas influências contribuem para a escolha da futura carreira.
Sendo assim, torna-se importante fazer uma análise profunda das interações tanto ao nível familiar como cultural para se ter uma maior visão do indivíduo. Tendo em conta que o indivíduo não é um produto somente da família ou da cultura, há que ter em consideração todos os aspectos positivos e negativos que em algum momento podem fazer com que um indivíduo opte por uma dada profissão.
Contudo, a escolha vocacional é determinada de forma inconsciente pelas primeiras experiências de satisfação e frustração do indivíduo.
Referências Bibliográficas
Osipow, H. & Fitzgerald, F. (1996). Theories of career development. Allyn & Bacon: Needham Heights.
Roe, A. (1956). The psychology of ocupaction. A Wiley Imprint: New York
Yoste, E. & Corbishley, M. (1987). Career Counseling: a Psychological Approach. A Wiley Imprint: San Francisco.
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Esta perspectiva procura descrever o papel da personalidade e dos impulsos no desenvolvimento da escolha vocacional. De acordo com ela, este é um aspecto do comportamento em que a sociedade permite ao indivíduo um compromisso entre o princípio da realidade e o princípio do prazer. Os autores abordaram a infância como período relevante para os resultados de desenvolvimento vocacional do indivíduo.
O trabalho apresenta a seguinte estrutura: a teoria da personalidade e escolha vocacional de Anne Roe, hipóteses de Anne Roe, tipos de orientação, críticas a teoria de Roe segundo Osipow (1973), outras críticas e limitações da teoria, aplicação da teoria de Roe e conclusão. Para a elaboração do trabalho recorreu-se a revisão bibliográfica.
A Teoria da Personalidade e Escolha Vocacional de Anne Roe
Anne Roe, formada em Psicologia Clínica, baseou suas investigações e pesquisa dos traços de eminentes artistas e cientistas, desenvolveu uma teoria chamada teoria do desenvolvimento da carreira.
A teoria de Roe diz que a escolha ocupacional resulta da personalidade, que é produto das relações com os pais na infância. Esta teoria visa aplicar a teoria da personalidade ao comportamento vocacional. Partindo dos trabalhos iniciais de Gardner Murphy relativamente à canalização da energia psíquica e à importância das experiências precoces nas escolhas vocacionais posteriores, e da teoria da motivação de Maslow que diz que todos os seres humanos são movidos por cinco necessidades básicas que estão arrumadas em hierarquia de importâncias: fisiológica, segurança, relações sociais, auto-estima e a auto-realização. A dinâmica de cada etapa está inteiramente relacionada com a forma como as necessidades básicas correspondem à profissão. E explica de que forma as necessidades explicam as actividades profissionais.
Segundo Roe (1956), uma estrutura das necessidades individuais que é grandemente influenciada pelas satisfações e frustrações da infância podem ser satisfeitas pela futura ocupação que esse indivíduo terá, embora a escolha da categoria seja primeiramente uma função das necessidades individuais, o nível de agrupamento dentro da categoria vai de acordo com as habilidades individuais e o historial socio-económico do sujeito.
De acordo com a sua teoria esta autora desenvolveu um sistema de classificação para as ocupações que incluem oito tipos: serviços, negócios de controlo, organização, tecnologia, guarda, ciência, cultura geral, artes e entretenimento. Estes oito tipos dividem-se em dois grupos de quatro ocupações e cada um dos dois grupos enquadra-se num dos tipos de escolha profissional. Cada grupo vai de acordo com o grau de responsabilidade, competências e habilidades requeridas.
Em 1972, Roe modificou seu ponto de vista, tomando a posição de que as primeiras relações entre pais e filhos, combinavam com outras experiências de outros ambientes e influências genéticas para produzir necessidades. Ela sugeriu que a escolha ocupacional depende de como o indivíduo aprende a satisfazer essas necessidades através de dois tipos de actividades: aquelas que envolvem e aquelas excluem interacções pessoais (Yoste & Corbishley, 1978).
Hipóteses de Anne Roe
Para formulação da sua teoria, Roe partiu de duas hipóteses que são:
• A orientação no sentido das pessoas e
• A orientação no sentido das coisas ou não-pessoas.
É com base nestas hipóteses que Roe estabelece dois tipos de orientação, que podem relacionar-se com as experiências precoces e, consequentemente com as escolhas profissionais.
Tipos de Orientação
Para Roe (1956), existem duas orientações básicas:
1. A orientação no sentido das pessoas: os indivíduos que gostam de trabalhar com os outros, foram criados por pais carinhosos e são encaminhados para trabalhar com pessoas por causa da sua forte necessidade de afecto e pertença.
2. A orientação no sentido das coisas ou não-pessoas: as pessoas criadas por pais que lhes negligenciaram ou que os rejeitaram, tem necessidade de segurança, que se mostra pela sua escolha de ocupações singulares.
Críticas a teoria de Roe Segundo Osipow (1973)
A teoria de Roe gerou consideráveis pesquisas, que apesar de tudo, providenciaram poucos suportes para as suas ideias, parcialmente porque na sua crença em diferentes pratica de cuidar ou amar as crianças produzem escolhas vocacionais diferentes é difícil de validar. Muitas das pesquisas testando as hipóteses de Roe, usaram adultos que lembram da sua infância ou crianças que reportaram o clima familiar em termos simpáticos. As habilidades dos adultos em lembrar exactamente e a veracidade dos termos usados pelas crianças são questionáveis (Yoste & Corbishley, 1978).
Outras críticas e limitações da teoria
• Teoria muito simples, hipótese demasiado simples (linear) para um problema demasiado complexo;
• Alguns estudos contrariam o pressuposto de Anne Roe: a maior parte dos estudos não confirmam a teoria de que as primeiras experiências de frustração e satisfação tenham influência na escolha vocacional;
• Fala em núcleo ou ambiente familiar, não há especificação entre as variáveis pai e mãe;
• Não confirmação (não existe evidência empírica) da teoria da escolha vocacional como meio de satisfação das necessidades básicas (fundamentais);
• Os autores de orientação psicodinâmica apontam poucas recomendações acerca das suas teorias no processo de aconselhamento vocacional embora tenha chamado a atenção para aspectos nunca observados antes nas escolhas vocacionais, não deram expressão aos modelos no sentido da sua comprovação.
Aplicação da teoria de Roe
Combinando os resultados desta linha de investigação com as bases teóricas da teoria da personalidade e da teoria da motivação, Anne Roe postulou que são as relações entre a energia psíquica, a predisposição genética e as experiências precoces que moldam o estilo de funcionamento individual. Segundo a autora, a natureza da orientação das pessoas face ao meio é resultado da combinação entre uma predisposição inata para despender energia de determinada forma e as experiências vividas nos primeiros anos de vida. Esta orientação reflectir-se-á nos objectivos vocacionais dos indivíduos, na medida em que estes procurarão satisfazer necessidades de infância que não foram ainda atendidas (Roe, 1956). Neste sentido, Roe procurou tornar explícita a relação entre factores genéticos e experiências precoces de socialização, e os seus efeitos nas carreiras dos indivíduos (Osipow & Fitzgerald, 1996).
Conclusão
De acordo com esta teoria, a escolha ocupacional é influenciada pelas interações pessoais que o indivíduo teve na sua infância. Roe, considera que o indivíduo passa por diversas influências tanto ao nível familiar como cultural e social, também procura explicar como este processo ocorre tendo em conta os factores fisiológicos, psicológicos e sociológicos do indivíduo. Estas influências contribuem para a escolha da futura carreira.
Sendo assim, torna-se importante fazer uma análise profunda das interações tanto ao nível familiar como cultural para se ter uma maior visão do indivíduo. Tendo em conta que o indivíduo não é um produto somente da família ou da cultura, há que ter em consideração todos os aspectos positivos e negativos que em algum momento podem fazer com que um indivíduo opte por uma dada profissão.
Contudo, a escolha vocacional é determinada de forma inconsciente pelas primeiras experiências de satisfação e frustração do indivíduo.
Referências Bibliográficas
Osipow, H. & Fitzgerald, F. (1996). Theories of career development. Allyn & Bacon: Needham Heights.
Roe, A. (1956). The psychology of ocupaction. A Wiley Imprint: New York
Yoste, E. & Corbishley, M. (1987). Career Counseling: a Psychological Approach. A Wiley Imprint: San Francisco.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
O diferente e o igual no global
Diferença
As diferenças são inerentes ao ser humano. De modo geral, a ocorrência de diferenças não pode ser evitada através da acção humana, elas são naturais e que muitas são construídas culturalmente. A ocorrência de diferenças no mundo social ou no global está relacionada à diversidade dos seres humanos, seja no que se refere a características pessoais (sexo, etnia, idade), ou nas questões externas como nascimento a esta ou àquela localidade, ou cidadania vinculada a este ou àquele país (Barros, 2005).
Igualdade
Igualdade como categori ético-politica está relacionada aos direitos fundamentais que constroem a cidadania contemporânea, significando direitos, tanto no que se refere à garantia de liberdade civis e politicas como a distribuição dos bens materiais e imateriais socialmente produzidos. Ex: todos temos direito a educação.
Bobbio (1996), coloca que igualdade é uma relação que se estabelece entre as pessoas. Essa relação tem a ver com as circunstâncias da vida. Segundo Giovanella (1996), pode-se apreciar a igualdade em algumas dimensões como: oportunidade, condições e resultados.
De acordo com Frischeisen (2010), a igualdade é um valor que só pode ser estabelecido mediante a comparação entre duas ou mais ordens de grandeza, e assim, estará sempre relacionada a uma comparação entre situações e/ou pessoas. A igualdade é, portanto, uma relação entre dois ou mais termos.
Globalidade
Segundo Steger (S/A), globalidade corresponde a "condição social caracterizada pela existência de interligações e fluxos globais ao nível económico, político, cultural e ambiental...”
O diferente e o igual no global
Em todas comunidades existem pessoas que têm costumes e comportamentos, e que as pessoas tem crenças e valores que fazem com que se comportem de uma determinada maneira, constituindo deste modo a identidade própria, permitindo evitar os mais variados problemas existentes nos seus relacionamentos no ambiente social.
Numa globalidade de indivíduos podemos considerar suas igualdades ou diferenças. Bobbio (1996), diz que igualdade é uma relação que se estabelece entre as pessoas. Essa relação tem a ver com as circunstâncias da vida. Um exemplo que podemos usar nesta questão de igualdade é que perante a lei todo o cidadão é igual ao outro nas formas de tratamento. Enquanto que as diferenças podem ser biologicas ou mesmo socialmente construidas. Exemplos: o sexo, a profissão, papeis sociais ou comportamentos determinados por uma comunidade para um determinado gênero. Contudo, um homem e uma mulher perante algumas leis moçambicana são tratados da mesma forma, mas os seus comportamentos podem apresentar diferenças independentemente da Lei.
Referências bibliográficas
Barros, J. (2005). Igualdade, desigualdade e diferença: em torno
de três noções. Acessado no dia 20 de Agosto de 2010 em http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aso/n175/n175a05.pdf.
Bobbio, N. (1996). Igualdade e liberdade.
Frischeisen, L. (2010). Igualdade. Acessado no dia 20 de agosto de 2010 em www.esmpu.gov.br/.../tiki-index.php?...Igualdade.
Giovanella, L. (1996). Equidade em saude no Brasil.
Steger, M. B. (2006). A Globalização. Quasi edições. Acessado em http://globalidades1.blogspot.com/2006/10/bem-vindos-ao-novo-espao-de-reflexo.html no dia 22/08/2010
As diferenças são inerentes ao ser humano. De modo geral, a ocorrência de diferenças não pode ser evitada através da acção humana, elas são naturais e que muitas são construídas culturalmente. A ocorrência de diferenças no mundo social ou no global está relacionada à diversidade dos seres humanos, seja no que se refere a características pessoais (sexo, etnia, idade), ou nas questões externas como nascimento a esta ou àquela localidade, ou cidadania vinculada a este ou àquele país (Barros, 2005).
Igualdade
Igualdade como categori ético-politica está relacionada aos direitos fundamentais que constroem a cidadania contemporânea, significando direitos, tanto no que se refere à garantia de liberdade civis e politicas como a distribuição dos bens materiais e imateriais socialmente produzidos. Ex: todos temos direito a educação.
Bobbio (1996), coloca que igualdade é uma relação que se estabelece entre as pessoas. Essa relação tem a ver com as circunstâncias da vida. Segundo Giovanella (1996), pode-se apreciar a igualdade em algumas dimensões como: oportunidade, condições e resultados.
De acordo com Frischeisen (2010), a igualdade é um valor que só pode ser estabelecido mediante a comparação entre duas ou mais ordens de grandeza, e assim, estará sempre relacionada a uma comparação entre situações e/ou pessoas. A igualdade é, portanto, uma relação entre dois ou mais termos.
Globalidade
Segundo Steger (S/A), globalidade corresponde a "condição social caracterizada pela existência de interligações e fluxos globais ao nível económico, político, cultural e ambiental...”
O diferente e o igual no global
Em todas comunidades existem pessoas que têm costumes e comportamentos, e que as pessoas tem crenças e valores que fazem com que se comportem de uma determinada maneira, constituindo deste modo a identidade própria, permitindo evitar os mais variados problemas existentes nos seus relacionamentos no ambiente social.
Numa globalidade de indivíduos podemos considerar suas igualdades ou diferenças. Bobbio (1996), diz que igualdade é uma relação que se estabelece entre as pessoas. Essa relação tem a ver com as circunstâncias da vida. Um exemplo que podemos usar nesta questão de igualdade é que perante a lei todo o cidadão é igual ao outro nas formas de tratamento. Enquanto que as diferenças podem ser biologicas ou mesmo socialmente construidas. Exemplos: o sexo, a profissão, papeis sociais ou comportamentos determinados por uma comunidade para um determinado gênero. Contudo, um homem e uma mulher perante algumas leis moçambicana são tratados da mesma forma, mas os seus comportamentos podem apresentar diferenças independentemente da Lei.
Referências bibliográficas
Barros, J. (2005). Igualdade, desigualdade e diferença: em torno
de três noções. Acessado no dia 20 de Agosto de 2010 em http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aso/n175/n175a05.pdf.
Bobbio, N. (1996). Igualdade e liberdade.
Frischeisen, L. (2010). Igualdade. Acessado no dia 20 de agosto de 2010 em www.esmpu.gov.br/.../tiki-index.php?...Igualdade.
Giovanella, L. (1996). Equidade em saude no Brasil.
Steger, M. B. (2006). A Globalização. Quasi edições. Acessado em http://globalidades1.blogspot.com/2006/10/bem-vindos-ao-novo-espao-de-reflexo.html no dia 22/08/2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Drogas
Dogas são substâncias naturais ou sintéticas que possuem a capacidade de alterar o funcionamento do organismo. Podem ser classificadas quanto a legalidade, ou quanto ao efeito que tem no organismo humano.
Quanto a legalidade são:
• Drogas lícitas- são aquelas que são legalizadas, produzidas e comercializadas livremente e que são aceites pela sociedade. Exemplos de drogas lícitas na nossa sociedade são o cigarro e o álcool, anorexígenos (utilizados como moderadores de apetite), benzodiazepínicos (utilizados como remédios para reduzir a ansiedade.
• Drogas ilícitas- são drogas cuja comercialização é proibida pela legislação devido ao seu forte potencial destruitivo e causador de dependencia em pouco tempo, e, para além disso, não são socialmente aceites. Exemplo: a cocaína, a maconha, a heroína, etc.
É importante ilucidar que este critério de legalidade é relativo, e varia consoante a legislação de um determinado país e segundo determinado contexto, sendo alguns países mais liberais que outros na produção e consumo da droga.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) refere que, as drogas ilícitas respondem por 0,8% dos problemas de saúde em todo o mundo, enquanto o cigarro e o álcool, juntos, são responsáveis por 8,1% desses problemas.
Quanto ao efeito que produzem podem ser classificadas em:
• Drogas perturbadoras (Suruma; a psilocibilina encontrada nos cogumelos, e os anticolinérgicos).
• Dogas depressoras (tranquilizantes, os solventes, o álcool, etc).
• Drogas estimulantes (a cocaína, tabaco; o ecstasy; o ice; Anfetaminas e anoxerígenos).
Impliçações psico-socias
• Disfunção social crónica;
• Problemas conjugais;
• Crianças com problemas de comportamento;
• Crianças com problemas de rendimento escolar;
• Separação / Divórcio;
• Abuso;
• Violência.
• Perda de velhos amigos;
• Aproximação de outros.
• Com estilo de vida similar
• Perda de “performance”;
• Mudanças frequentes de emprego;
• Faltas frequentes;
• Frequentes pedidos de dispensa;
• Desemprego
Detenções frequentes ou problemas legais devido a:
• Distúrbios na via pública;
• Condução perigosa;
• Roubos;
• Prostituição;
• Venda de droga
Quanto a legalidade são:
• Drogas lícitas- são aquelas que são legalizadas, produzidas e comercializadas livremente e que são aceites pela sociedade. Exemplos de drogas lícitas na nossa sociedade são o cigarro e o álcool, anorexígenos (utilizados como moderadores de apetite), benzodiazepínicos (utilizados como remédios para reduzir a ansiedade.
• Drogas ilícitas- são drogas cuja comercialização é proibida pela legislação devido ao seu forte potencial destruitivo e causador de dependencia em pouco tempo, e, para além disso, não são socialmente aceites. Exemplo: a cocaína, a maconha, a heroína, etc.
É importante ilucidar que este critério de legalidade é relativo, e varia consoante a legislação de um determinado país e segundo determinado contexto, sendo alguns países mais liberais que outros na produção e consumo da droga.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) refere que, as drogas ilícitas respondem por 0,8% dos problemas de saúde em todo o mundo, enquanto o cigarro e o álcool, juntos, são responsáveis por 8,1% desses problemas.
Quanto ao efeito que produzem podem ser classificadas em:
• Drogas perturbadoras (Suruma; a psilocibilina encontrada nos cogumelos, e os anticolinérgicos).
• Dogas depressoras (tranquilizantes, os solventes, o álcool, etc).
• Drogas estimulantes (a cocaína, tabaco; o ecstasy; o ice; Anfetaminas e anoxerígenos).
Impliçações psico-socias
• Disfunção social crónica;
• Problemas conjugais;
• Crianças com problemas de comportamento;
• Crianças com problemas de rendimento escolar;
• Separação / Divórcio;
• Abuso;
• Violência.
• Perda de velhos amigos;
• Aproximação de outros.
• Com estilo de vida similar
• Perda de “performance”;
• Mudanças frequentes de emprego;
• Faltas frequentes;
• Frequentes pedidos de dispensa;
• Desemprego
Detenções frequentes ou problemas legais devido a:
• Distúrbios na via pública;
• Condução perigosa;
• Roubos;
• Prostituição;
• Venda de droga
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Temperamento e sua importância na orientação
Segundo Silva (1992), o conceito de temperamento pode denotar uma moderação ou unificação de forças que seriam dispersas, a palavra significa temperar influências opostas e indica uma uniformidade de coloração, uma espécie de tematização do todo, uma unidade diante de tendencias dispares.
O temperamento é que imprime diferenciação, semelhante a assinatura ou impressão digital, em cada acção do individuo, tornando-a reconhecida como apenas dele próprio.
A inteligência, o físico e o temperamento representam o material bruto sobre o qual se forma a personalidade. Esses factores em grande parte dependem da constituição genética do individuo. O temperamento representa o clima bioqumico ou tempo interno em que se desenvolve a personalidade. O temperamento pode ser alterado ao longo da vida do individuo, essa alteração depende da constituição genética do individuo, das influências medicas, alimentares, de aprendizagem e experiencias de vida diversas. É de ressaltar que desde o nascimento, existem níveis constitucionais, químicos, metabólicos e neurais que imprimem recursos caracteristicos peculiares em cada pessoa.
Pode-se também dizer que o temperamento é a combinação de características congênitas que subconscientemente afectam o procedimento da pessoa e que envolve os génes recebidos dos progenitores e ainda uma imprevisibilidade, algo de imprevisto que pode acontecer; em outras palavras, temperamento é a natureza do homem, que é formada por factores hereditários, que se encontram profundamente enraizados na pessoa (Oliveira, 2010).
Quatro tipos de temperamento segundo Silva (1992) são:
Tipo realista perceptivo
O valor supremo é a liberdade de accao. Sente-se gratificado ao trabalhar de forma independente, uma vez que o seu ideal, tambem no que se refere ao ambito profissional, eh aquele que lhe permite agir quando e como gosta. O tipo realista perceptivo nao suporta procedimentos predeterminados, rotinas,hierarquias, regulamento, por lhe pareceremdestituídos de sentido. Tambeé não vê inconvenientes em infrentar situações onde o resultado é desconhecido, pois trata-se de uma forma de testar a sua liberdade e sua capacidade agir nas diversas ocorrências.
Tipo realista judicativo
A dedicação e a persistência são caracteristicas marcantes deste tipo. Mais do que qualquer outro, é capaz de dedicar-se inteiramente não só às pessoas queestão sob suas responsabilidades, mas tambem às pequenas tarefas rotineiras, fundamentais à existencia humana.
Essa capacidade de doação é acompanhada do sentido de honra em relação à palavra dada e aos compromissos assumidos. A coerencia consigo mesmo e o cumprimento dos deveres que considera como seus são sua meta constante. É extremamente sencivel a realidade alheia e às injustiças sociais, procura fazer todo o possivel para minimiza-las.
Tipo intuitivo racional
O desejo de compreender e de controlar a natureza, tanto física como social, é o que caracteriza o tipo intuitivo racional. Por essa razão, o poder o fascina. Não se trata propriamente do poder que se possa exercer sobre as pessoas, mas, principalmente, do poder sobre a natureza, a fim de ser capaz de entendê-la, de predizê-la, e de explicá-la. Quem depara com um individuo intuitivo racional depara com um cientista. Este tipo persegue capacidade, habilidade, eficiência e, por julgar-se o único capaz de avaliar a própria competência, é dotado de um criticismo impiedoso.
Tipo intuitivo sensível
A vida para o tipo intuitivo sensivel é uma constante busca e essa busca é, seu objectivo máximo da vida. Tem necessidade compulsiva de encontrar sua própria autenticidade. Por isso, prioriza sua integridade e sua auto-realização, que se lhe configura como missão única e intransferivel, a qual lhe compete realizar. Causa-lhe um sentimento de culpa, ao considerar que seu self real não corresponde ao da sua idealização.
Carácter
É uma expressão utilizada no ambito de determinadas concepções sobre a educação moral para designar um conjunto de bons comportamentos que são tidos como importantes nesse nesse tipo de concepção educativa (Orlando, 1992).
Pode-se tambem definir o carácter como conjunto de formas comportamentais mais elaboradas e determinadas pelas influências ambientais, sociais e culturais, que o indivíduo usa para adaptar-se ao meio. Ao contrário do temperamento, o caráter é predominante volitivo ( depende da vontade) e intencional. Entretanto, de modo geral, temperamento e caráter estão intimamente associados, podendo estar tão imbricados que se torna difícil sua distinção.
Importância dos temperamentos na orientação
Já há bastante tempo, estudantes dos Estados Unidos, do Canadá e do Japão escolhem suas futuras profissões com ajuda de um teste bastante simples, para conhecer seus respectivos temperamentos. Tem grande importância os temperamentos na orientação, porque reflete a espinha dorsal da nossa personalidade, ou seja, é o temperamento que define nossa maneira de ver o mundo e nos relacionarmos com as pessoas. É por meio dele também que descortinamos nossos interesses e aspirações, os valores éticos e morais que defendemos e o "mundo" em que preferimos viver, em termos concreto ou abstrato (Ito & Guzzo, 2002).
Temperamento e sua relação com determinadas profissoões segundo Silva (1992):
• Tipo psicológico realista perceptivo: educação física e economia.
• Tipo psicológico realista judiciário: enginharia mecânica, enginharia civil, administração, contabilidade, pedagogia, direito, medicina, odontologia, enfermagem e ciencias biológicas.
• Tipo psicológico intuitivo racional: enginharia química, enginharia elétrica e computação.
• Tipo psicológico intuitivo sensível: Jornalismo e Publicidade
Referências bibliográficas
Oliveira, E. (2010). Temperamento. Acessado no dia 9 de Agosto de 2010 em http://blog.cancaonova.com/saopaulo/2007/04/16/temperamento/.
Orlando, M. (1992). Psicologia do desenvolvimento moral: teorias, dados e implicações. Livraria almeida.
Ito, P. & Guzzo, R. (2002). Psicologia: reflexão e crítica. Brasil: Puerto alegre.
Silva, M. (1992). Personalidade e escolha profissional: subsidios de Keirsey e Bates para a orientação vocacional. São Paulo: pedagógica e universitária Ltda.
O temperamento é que imprime diferenciação, semelhante a assinatura ou impressão digital, em cada acção do individuo, tornando-a reconhecida como apenas dele próprio.
A inteligência, o físico e o temperamento representam o material bruto sobre o qual se forma a personalidade. Esses factores em grande parte dependem da constituição genética do individuo. O temperamento representa o clima bioqumico ou tempo interno em que se desenvolve a personalidade. O temperamento pode ser alterado ao longo da vida do individuo, essa alteração depende da constituição genética do individuo, das influências medicas, alimentares, de aprendizagem e experiencias de vida diversas. É de ressaltar que desde o nascimento, existem níveis constitucionais, químicos, metabólicos e neurais que imprimem recursos caracteristicos peculiares em cada pessoa.
Pode-se também dizer que o temperamento é a combinação de características congênitas que subconscientemente afectam o procedimento da pessoa e que envolve os génes recebidos dos progenitores e ainda uma imprevisibilidade, algo de imprevisto que pode acontecer; em outras palavras, temperamento é a natureza do homem, que é formada por factores hereditários, que se encontram profundamente enraizados na pessoa (Oliveira, 2010).
Quatro tipos de temperamento segundo Silva (1992) são:
Tipo realista perceptivo
O valor supremo é a liberdade de accao. Sente-se gratificado ao trabalhar de forma independente, uma vez que o seu ideal, tambem no que se refere ao ambito profissional, eh aquele que lhe permite agir quando e como gosta. O tipo realista perceptivo nao suporta procedimentos predeterminados, rotinas,hierarquias, regulamento, por lhe pareceremdestituídos de sentido. Tambeé não vê inconvenientes em infrentar situações onde o resultado é desconhecido, pois trata-se de uma forma de testar a sua liberdade e sua capacidade agir nas diversas ocorrências.
Tipo realista judicativo
A dedicação e a persistência são caracteristicas marcantes deste tipo. Mais do que qualquer outro, é capaz de dedicar-se inteiramente não só às pessoas queestão sob suas responsabilidades, mas tambem às pequenas tarefas rotineiras, fundamentais à existencia humana.
Essa capacidade de doação é acompanhada do sentido de honra em relação à palavra dada e aos compromissos assumidos. A coerencia consigo mesmo e o cumprimento dos deveres que considera como seus são sua meta constante. É extremamente sencivel a realidade alheia e às injustiças sociais, procura fazer todo o possivel para minimiza-las.
Tipo intuitivo racional
O desejo de compreender e de controlar a natureza, tanto física como social, é o que caracteriza o tipo intuitivo racional. Por essa razão, o poder o fascina. Não se trata propriamente do poder que se possa exercer sobre as pessoas, mas, principalmente, do poder sobre a natureza, a fim de ser capaz de entendê-la, de predizê-la, e de explicá-la. Quem depara com um individuo intuitivo racional depara com um cientista. Este tipo persegue capacidade, habilidade, eficiência e, por julgar-se o único capaz de avaliar a própria competência, é dotado de um criticismo impiedoso.
Tipo intuitivo sensível
A vida para o tipo intuitivo sensivel é uma constante busca e essa busca é, seu objectivo máximo da vida. Tem necessidade compulsiva de encontrar sua própria autenticidade. Por isso, prioriza sua integridade e sua auto-realização, que se lhe configura como missão única e intransferivel, a qual lhe compete realizar. Causa-lhe um sentimento de culpa, ao considerar que seu self real não corresponde ao da sua idealização.
Carácter
É uma expressão utilizada no ambito de determinadas concepções sobre a educação moral para designar um conjunto de bons comportamentos que são tidos como importantes nesse nesse tipo de concepção educativa (Orlando, 1992).
Pode-se tambem definir o carácter como conjunto de formas comportamentais mais elaboradas e determinadas pelas influências ambientais, sociais e culturais, que o indivíduo usa para adaptar-se ao meio. Ao contrário do temperamento, o caráter é predominante volitivo ( depende da vontade) e intencional. Entretanto, de modo geral, temperamento e caráter estão intimamente associados, podendo estar tão imbricados que se torna difícil sua distinção.
Importância dos temperamentos na orientação
Já há bastante tempo, estudantes dos Estados Unidos, do Canadá e do Japão escolhem suas futuras profissões com ajuda de um teste bastante simples, para conhecer seus respectivos temperamentos. Tem grande importância os temperamentos na orientação, porque reflete a espinha dorsal da nossa personalidade, ou seja, é o temperamento que define nossa maneira de ver o mundo e nos relacionarmos com as pessoas. É por meio dele também que descortinamos nossos interesses e aspirações, os valores éticos e morais que defendemos e o "mundo" em que preferimos viver, em termos concreto ou abstrato (Ito & Guzzo, 2002).
Temperamento e sua relação com determinadas profissoões segundo Silva (1992):
• Tipo psicológico realista perceptivo: educação física e economia.
• Tipo psicológico realista judiciário: enginharia mecânica, enginharia civil, administração, contabilidade, pedagogia, direito, medicina, odontologia, enfermagem e ciencias biológicas.
• Tipo psicológico intuitivo racional: enginharia química, enginharia elétrica e computação.
• Tipo psicológico intuitivo sensível: Jornalismo e Publicidade
Referências bibliográficas
Oliveira, E. (2010). Temperamento. Acessado no dia 9 de Agosto de 2010 em http://blog.cancaonova.com/saopaulo/2007/04/16/temperamento/.
Orlando, M. (1992). Psicologia do desenvolvimento moral: teorias, dados e implicações. Livraria almeida.
Ito, P. & Guzzo, R. (2002). Psicologia: reflexão e crítica. Brasil: Puerto alegre.
Silva, M. (1992). Personalidade e escolha profissional: subsidios de Keirsey e Bates para a orientação vocacional. São Paulo: pedagógica e universitária Ltda.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Relação entre o crime, pobreza, riqueza e o comportamento individual
Pobreza
Segundo Leninha (2010) citando Townsend (1979), são pobres os indivíduos, famílias e grupos de população que não dispõem de recursos suficientes para obterem os tipos de alimentação, participarem nas atividades e terem as condições de vida e conforto que são comuns, ou pelo menos largamente encorajadas e aprovadas, na sociedade a que pertencem.
Riqueza
Para Gilbert (2002), pode ser descrita como uma abundância de artigos de econômico valor, ou o estado de controlar ou de possuir tais artigos, geralmente no formulário de dinheiro, propriedade real e pessoal propriedade. Em muitos países a riqueza é medida também pela referência ao acesso aos serviços essenciais como cuidado de saúde, ou a possessão de colheitas e animais domésticos.
Pode-se tambem definir a riqueza como um estado de bem-estar em todas as áreas de sua vida que traz satisfação ao individuo. A riqueza pode ser medida pelo acesso aos serviços básicos, como saúde, etc. Rica é a pessoa que acumulou substancial riqueza em relação à sociedade na qual vive. Sem dúvida, a riqueza implica acordo social que faça valer o direito de propriedade, através de numerosos meios legais de proteção.
Crime
Para Hungria (1978), o crime é, antes de tudo, um fato, entendendo-se por tal não só a expressão da vontade mediante ação (voluntário movimento corpóreo) ou omissão (voluntária abstenção de movimento corpóreo), como também o resultado (effectus sceleris), isto é, a consequente lesão ou periclitação de um bem ou interesse jurídico penalmente tutelado.
Comportamento individual
De acordo com Paula (1998), é o conjunto de procedimentos ou reacções do indivíduo ao ambiente que o cerca em determinadas circunstâncias, o meio. Pode designar um grupo de actividades ou limitar-se a uma só, o comportamento singular.
Relação entre o crime, pobreza, riqueza e o comportamento individual
O crime está fortemente relacionado aos conceitos de pobreza, riqueza e comportamento individual. Posui numerosas causas como: factores sociais individuais, etc. Nas causas sociais pode-se encontrar o conceito de riqueza, pobreza e comportamento do proprio individuo em relação ao meio social em que este se encontra. Existe uma forte relação entre esses conceitos, isto é, o crime pode depender das condições económicas (pobreza, riqueza) do individuo e do seu comportamento.
Nas sociedades modernas, pobreza e a exclusão social reforçam-se mutuamente. Exclusão do mercado do trabalho gera pobreza e esta impede o acesso a bens e serviços socialmente relevantes (habitação, saúde, lazer, etc.), por sua vez poderá influenciar no comportamento individual e dar origen ao acto criminal para satisfação das necesidades básicas.
Referências bibliográficas
Hungria, N. (1978). Comentários ao código penal. Rio de Janeiro : Forense.
Paula, A. (1998). Comportamento. Lisboa: Verbo.
Leninha, A. (2010). O conceito de pobreza como violação dos Direitos Humanos. Acessado no dia 6 de Agosto de 2010 em http://alfaleninha.spaces.live.com/Blog/cns!FADCB9EC6D44919B!6248.entry.
Gilbert, D. (2002). A estrutura de classe americana em uma idade do desigualdade crescente. Wadsworth.
Segundo Leninha (2010) citando Townsend (1979), são pobres os indivíduos, famílias e grupos de população que não dispõem de recursos suficientes para obterem os tipos de alimentação, participarem nas atividades e terem as condições de vida e conforto que são comuns, ou pelo menos largamente encorajadas e aprovadas, na sociedade a que pertencem.
Riqueza
Para Gilbert (2002), pode ser descrita como uma abundância de artigos de econômico valor, ou o estado de controlar ou de possuir tais artigos, geralmente no formulário de dinheiro, propriedade real e pessoal propriedade. Em muitos países a riqueza é medida também pela referência ao acesso aos serviços essenciais como cuidado de saúde, ou a possessão de colheitas e animais domésticos.
Pode-se tambem definir a riqueza como um estado de bem-estar em todas as áreas de sua vida que traz satisfação ao individuo. A riqueza pode ser medida pelo acesso aos serviços básicos, como saúde, etc. Rica é a pessoa que acumulou substancial riqueza em relação à sociedade na qual vive. Sem dúvida, a riqueza implica acordo social que faça valer o direito de propriedade, através de numerosos meios legais de proteção.
Crime
Para Hungria (1978), o crime é, antes de tudo, um fato, entendendo-se por tal não só a expressão da vontade mediante ação (voluntário movimento corpóreo) ou omissão (voluntária abstenção de movimento corpóreo), como também o resultado (effectus sceleris), isto é, a consequente lesão ou periclitação de um bem ou interesse jurídico penalmente tutelado.
Comportamento individual
De acordo com Paula (1998), é o conjunto de procedimentos ou reacções do indivíduo ao ambiente que o cerca em determinadas circunstâncias, o meio. Pode designar um grupo de actividades ou limitar-se a uma só, o comportamento singular.
Relação entre o crime, pobreza, riqueza e o comportamento individual
O crime está fortemente relacionado aos conceitos de pobreza, riqueza e comportamento individual. Posui numerosas causas como: factores sociais individuais, etc. Nas causas sociais pode-se encontrar o conceito de riqueza, pobreza e comportamento do proprio individuo em relação ao meio social em que este se encontra. Existe uma forte relação entre esses conceitos, isto é, o crime pode depender das condições económicas (pobreza, riqueza) do individuo e do seu comportamento.
Nas sociedades modernas, pobreza e a exclusão social reforçam-se mutuamente. Exclusão do mercado do trabalho gera pobreza e esta impede o acesso a bens e serviços socialmente relevantes (habitação, saúde, lazer, etc.), por sua vez poderá influenciar no comportamento individual e dar origen ao acto criminal para satisfação das necesidades básicas.
Referências bibliográficas
Hungria, N. (1978). Comentários ao código penal. Rio de Janeiro : Forense.
Paula, A. (1998). Comportamento. Lisboa: Verbo.
Leninha, A. (2010). O conceito de pobreza como violação dos Direitos Humanos. Acessado no dia 6 de Agosto de 2010 em http://alfaleninha.spaces.live.com/Blog/cns!FADCB9EC6D44919B!6248.entry.
Gilbert, D. (2002). A estrutura de classe americana em uma idade do desigualdade crescente. Wadsworth.
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