quarta-feira, 25 de maio de 2011

Cruz ou Estaca ?

In: http://traducaodonovomundodefendida.wordpress.com/2010/09/01/cruz-ou-estaca/


Por que a TNM evita a palavra “Cruz” ?

Observe este vídeo onde Erudito comenta o significado da palavra grega “STAURÓS”
“Jesus não morreu numa “Cruz” diz Teólogo e Erudito Sueco”
O que podemos dizer da escolha feita pela comissão de Tradução da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas ao verter as palavras gregas usadas no chamado Novo Testamento ?
O instrumento de execução em que Cristo foi pendurado é chamado pelos escritores inspirados “STAURÓS” e “XYLON” (literalmente segundo os melhores dicionários: ESTACA e MADEIRO respectivamente)
Considere Mateus 20:19, a primeira ocorrência de STAUROW. Se
aceitarmos que Mateus verteu uma expressão real de Jesus, as palavras devem ter sido proferidas, quer em hebraico ou aramaico. Nenhuma das línguas tinham uma palavra para “cruz” ou “crucificar”, então Jesus simplesmente não poderia ter usado qualquer dessas palavras! Mas se falou em hebraico, ele deve ter usado o verbo TALA (travar) ou o substantivo ETS (árvore). Mateus usou o verbo STAUROW, e ao passo que esse verbo pode se referir a uma estaca com uma barra, também pode se referir a todos os outros tipos de estacas. Assim, sem outra especificação não há nenhuma razão para verter STAUROW no sentido específico de “cruz”. Ainda mais importante é o fato de que Jesus pronunciou as palavras muito antes de alguém ter visto em que stauros ele foi pregado e sua forma. Mesmo que Stauros fosse uma cruz, seria uma anacronismo traduzir STAUROW neste verso e outros versos referindo a um tempo antes da morte de Jesus.
Veja este link para considerações adicionais

Na melhor das hipóteses, existem apenas dois relatos de arqueologia com alguma evidência, a partir do primeiro século dC, que pode sugerir algo sobre a
forma da STAUROI em que as pessoas eram penduradas, e ambos são interpretados de diferentes maneiras. Os dados publicados pela primeira vez sobre o homem “crucificado” de ha Giv’at-Mivtar não eram esclarecedores, e a forma de sua Stauros não pode ser conhecida. (Veja Fitzmyer JA, “A crucificação em Qumran na antiga Palestina, Literatura, e o Novo Testamento “, The Catholic Biblical Quarterly,1978:493-513)
A Sinagoga “A Casa de São Pedro” foi construída em Cafarnaum no primeiro século dC, mas a cruz Grafitti nas paredes, evidentemente,é mais recente (a parede foi rebocada por diversas vezes) (Veja Snyder GF, “Ante Pacem Archaeological Evidence of Church Life Before Constantine “)

No Talmud e na literatura rabínica encontramos o verbo tsalab (ou
o substantivo correspondente), que se refere ao instrumento no qual as pessoas eram penduradas. É interessante notar que os rabinos não usam tsalab com o significado moderno de ”crucificar”. De acordo com Marcus Jastrow (de 1989, ” A Dictionary of the Targumim, The Talmud Babli and Yerushalmi”, and the Midrashic Literature, p 1282) o verbo tanto em hebraico e aramaico significa «travar » empalar. Alguns dos exemplos que ele dá, e sua tradução é a seguinte: Tosefta Gittin 4:11: “pregado na estaca”; Midrash Rabba para Esther onde Deuteronômio 28:66 é referido: “que é levado para ser empalado “; Midrash Rabba a Levítico…” vai ser pendurado “Assim, a literatura judaica após o tempo de Jesus continua a usar os termos “pendurar” (numa estaca) e não aponta para um formato particular do instrumento no qual as pessoas eram penduradas. Até o final do século 14, o substantivo hebraicoTSALAB não significa uma estaca com uma forma particular. Em 1380 Shem Tob ben Shaprut copiou o Evangelho de Mateus em hebraico. Em Mateus 27:32 ele utilizou o substantivo TSELIBA onde o texto grego emprega stauros. Shem Tob conta que esta palavra não deveria ser entendida como “cruz” e, portanto, ele acrescentouEreb Sheti WA “, que significa” cruz “. tradução de Howard (George Howard, 1987, O Evangelho de Mateus De acordo com um texto hebraico primitivo) diz o seguinte: “Eles o obrigaram a carregar o instrumento de execução (TSELIBA), isto é,” a Cruz “.
A ambigüidade similar como a encontrada em TSELAB / TSELIBA, parece ter existido em relação à palavra latina “crux”, cujo significado básico também foi “poste” ou “Estaca”.
Seneca (c.4 aC-65 dC) escreveu: “Eu vejo cruzes (plural de crux) não há,
apenas de um tipo, mas feitas de muitas maneiras diferentes, algumas têm as suas vítimas com a cabeça no chão, algumas empalam suas partes íntimas, outros
estemdem os braços na cruz. “tão tarde quanto no século 16 a palavra
“Cruz” pode significar diferentes formas. Na minha cópia de “De cruce Liber
Primus “por Justus Lipsius que eleescreveu no século 16 há muitas
ilustrações de diferentes “cruzes”, incluindo três ilustrações de
“Crux simplex” que é um poste vertical para que as vítimas pudessem ser
pregadas ou presas de maneiras diferentes. Quanto a stauros, o seu sentido original e genérico chegou até a Noruega. O primeiro significado atribuído a Stauros no “Dictionnaire de la Etymologique Greque Langue de 1980, por Chantraine P, é poste (pieu). Diz também: “A palavra corresponde exatamente ao Norse “Staurr” (poste). “No norueguês modeno” staur significa “poste” ou “estaca” “. Nós também encontramos a palavra em sânscrito como “sthavara”, e em estilo gótico como “stiurjan”com o significado “alguma coisa erguida”. Assim, o significado original da palavra STAUROS, evidentemente, era forte e persisitia por um longo tempo, mesmo se espalhando para outros idiomas.
Concluimos, portanto, que em alguns lugares, como Mateus 20:19, a
evidências sugerem que ”cruz” ou “crucificar” seria uma tradução errada, e
em outras ocorrências no NT não há absolutamente nenhuma evidência que pode comprovar a tradução que emprega o termo “cruz”. Portanto a Tradução do Novo Mundo é exata ao evitar introduzir na Bíblia Sagrada algo que os autógrafos não continham.
Há duas palavras gregas usadas para o instrumento executor em que Cristo morreu — staurós e xy’lon. A autorizada Strong’s Exhaustive Concordance of the Bible (Concordância Exaustiva da Bíblia, de Strong) fornece como significado primário de staurós “uma estaca ou poste”, e, para xy’lon, “lenho”, “árvore” ou “madeira”. The New Bible Dictionary (Novo Dicionário Bíblico) afirma:
“A palavra gr. para ‘cruz’ (staurós, verbo stauróo) significa primariamente uma estaca ereta ou viga, e, secundariamente, uma estaca, conforme usada qual instrumento de punição e de execução.”

A palavra latina empregada para o instrumento em que Cristo morreu era crux, a qual, de acordo com Livy, famoso historiador romano do primeiro século EC, significa uma simples estaca. A Cyclopœdia of Biblical, Theological, and Ecclesiastical Literature afirma que a crux simplex era “simples estaca ‘de uma única peça, sem a travessa horizontal [barra transversal]’”.
Em confirmação disto, o apêndice N.° 162 de The Companion Bible (A Bíblia Companheira) declara a respeito de staurós que
“indica um poste ereto ou estaca, em que se pregavam criminosos para serem executados. . . . Nunca significa dois pedaços de pau cruzados em qualquer ângulo, mas sempre apenas um pau.” (O grifo é meu.) Conclui o apêndice: “A evidência está assim completa de que o Senhor foi morto numa estaca ereta e não em dois pedaços de pau cruzados em qualquer ângulo.”
Tendo a cruz as suas raízes no antigo paganismo, e com a evidência de que Cristo não foi pregado na tradicional cruz,
nem os primitivos cristãos empregaram tal símbolo, é-se levado à seguinte conclusão: A cruz realmente não é cristã.É preciso coragem para romper com uma arraigada tradição religiosa que se origina das brumas da antigüidade pagã.
Bom exemplo de tal rompimento acha-se na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (ed. 1983), que traduz staurós como “estaca de tortura” e o verbo staurós como “pregar na estaca”, e não “crucificar”. Isto liberta de toda mancha de paganismo o precioso sacrifício de nosso Senhor e Salvador.
Como é que tal conhecimento influenciará com respeito à veneração e à apresentação ou ao uso pessoal duma cruz, ou quanto a fazer o sinal da cruz? O apóstolo Paulo instou com os cristãos a ‘fugir da idolatria’. (1 Coríntios 10:14) Acrescentou o apóstolo João: “Guardai-vos dos ídolos.” (1
João 5:21) Assim, quem procura adorar a Deus desejaria mostrar-se muito cauteloso de evitar depositar sua confiança
— à guisa de adoração ou de superstição — em ídolos de
“prata e ouro, trabalho das mãos do homem terreno”. —
Salmo 115:4, 8, 11.
O livro The Non-Christian Cross (A Cruz Não-Cristã), de J. D. Parsons, explica:
“Não existe uma única sentença em nenhum dos inúmeros escritos que formam o Novo Testamento que, no grego original, forneça sequer evidência indireta no sentido de que o stauros usado no caso de Jesus fosse diferente do stauros comum; muito menos no sentido de que consistisse, não em um só pedaço de madeira, mas em dois pedaços pregados juntos em forma de uma cruz. . . . É um tanto desencaminhante, da parte de nossos mestres, traduzirem a palavra stauros por ‘cruz’ ao verterem os documentos gregos da Igreja para a nossa língua nativa, e apoiarem tal medida por incluírem ‘cruz’ em nossos léxicos como sendo o significado de stauros, sem explicarem cuidadosamente que esse, de qualquer modo, não era o significado primário dessa palavra nos dias dos Apóstolos, que não se tornou seu significado primário senão muito depois disso, e só se tornou tal, se é que se tornou, porque, apesar da falta de evidência corroborativa, presumiu-se, por uma razão ou outra, que o stauros específico em que Jesus foi executado tinha esse determinado formato.” — Londres, 1896, pp. 23, 24.
Foi cerca de 300 anos depois da morte de Cristo que alguns professos cristãos promoveram a idéia de que ele morreu numa cruz de duas vigas. Mas essa idéia se baseava na tradição e no uso errado da palavra grega stau•ros´. É digno de nota que alguns desenhos antigos, que retratam execuções romanas, mostrem um único poste de madeira ou uma árvore.
“A forma da [cruz de duas vigas] teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz(tendo a forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. Por volta dos meados do 3º século A.D., as igrejas ou se haviam apartado ou tinham arremedado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata, aceitavam- se pagãos nas igrejas, à parte de uma regeneração pela fé, e permitia-se-lhes em grande parte reter seus sinais e símbolos pagãos. Assim se adotou o Tau ou T, na sua forma mais freqüente, com a peça tranversal abaixada mais um pouco, para representar a cruz de Cristo.” – An Expository Dictionnary of New Testament Words ( Londres, 1962),W.E. Vine, p. 256.
É preciso coragem para romper com uma arreigada tradição religiosa que se origina das brumas da antigüidade pagã. Bom exemplo de tal rompimento acha-se na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (ed. 1983), que traduz staurós como “estaca de tortura” e o verbo staurós como “pregar na estaca”, e não “crucificar”. Isto liberta de toda mancha de paganismo o precioso sacrifício de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.
Excelente exemplo nos foi dado por aqueles, na antiga Éfeso, que, acatando a pregação do apóstolo Paulo, e verificando que os objetos por eles usados não se harmonizavam com o verdadeiro cristianismo, ajuntaram-nos “e os queimaram diante de todos”. (Atos 19:18, 19) Afinal de contas, por que prezar e adorar o instrumento que foi supostamente usado para assassinar o Senhor Jesus Cristo?
A Biblia é Sagrada e deve ser levada a sério.Sem conjecturas e com raciocínio objetivo podemos adorar a Deus com espirito e VERDADE.
Se um artista contemporâneo se tivesse posto diante do moribundo Jesus em Gólgata, poderia ternos deixado autêntico quadro desse evento altamente significativo. Mas, nenhuma obra de arte desse tipo se acha em existência, e por certo a tradição posterior não é conclusiva. Todavia, deveras dispomos de palavras registradas de uma testemunha ocular. Quem era ele?
Ao olhar Jesus do alto daquele implemento de tortura e morte, viu “o discípulo a quem amava”, o apóstolo João. Jesus confiou-lhe os cuidados de sua mãe, Maria. (João 19:25-30) Assim, João estava lá. Sabia se Jesus morrera ou não numa cruz.
Para designar o instrumento da morte de Cristo, João usou a palavra grega staurós, traduzida “estaca de tortura” na Tradução do Novo Mundo. (João 19:17, 19, 25) No grego clássico, staurós denota a mesma coisa que no grego comum das Escrituras Cristãs — primariamente uma estaca ou poste reto sem barra transversal.
O Interpreter’s Dictionary of the Bible declara, com referência a staurós: “Literalmente uma estaca reta, barra, ou poste . . . Como instrumento de execução, a cruz era uma estaca enfiada verticalmente no chão. Não raro, mas de forma alguma sempre, um pedaço horizontal era ligado à porção vertical.” Outra obra de referência afirma: “A palavra grega para cruz, staurós, devidamente significava uma estaca, um poste ereto, ou pedaço de ripa, em que algo podia ser pendurado, ou que poderia ser usado em cercar um pedaço de terreno. . . . Até mesmo entre os romanos a crux (da qual se deriva nossa cruz) parece ter sido originalmente um poste reto, e este sempre permaneceu sendo a parte mais destacada.” — The Imperial Bible-Dictionary.

No livro The Cross and Crucifixion (A Cruz e Crucificação), de Hermann Fulda, diz-se: “Jesus morreu numa simples estaca de morte: Em apoio disto falam (a) o uso então costumeiro deste meio de execução no Oriente, (b) indiretamente a própria história dos sofrimentos de Jesus e (c) muitas expressões dos primitivos padres da igreja.” Fulda também aponta que algumas das ilustrações mais antigas de Jesus pendurado o representam sobre um único poste.
O apóstolo cristão Paulo afirma: “Cristo nos livrou da maldição da Lei por meio duma compra, por se tornar maldição em nosso lugar, porque está escrito: ‘Maldito é todo aquele pendurado num madeiro.’” (Gál. 3:13) Sua citação era de Deuteronômio, que menciona a colocação dum cadáver duma pessoa executada sobre um “madeiro”, e adiciona: “Seu cadáver não deve ficar toda a noite no madeiro; mas deves terminantemente enterrá-lo naquele dia, pois o pendurado é algo amaldiçoado por Deus; e não deves aviltar teu solo.” — Deu. 21:22, 23.
Era tal “madeiro” uma cruz? Não era. Com efeito, os hebreus não possuíam nenhuma palavra para a cruz tradicional. Para designar tal implemento, usavam “urdidura e trama”, aludindo aos fios que corriam ao comprido num tecido e os outros que o cruzavam num tear. Em Deuteronômio 21:22, 23, a palavra hebraica traduzida “madeiro” é ‘ets, significando primariamente uma árvore ou madeira, especificamente um; poste de madeira. Os hebreus não usavam cruzes de execução. A palavra aramaica ‘a, correspondente ao termo hebraico ‘ets, aparece em Esdras 6:11, onde se diz, relativo aos violadores do decreto do rei persa: “Se arranque da sua casa um madeiro (estaca, Centro Bíblico Católico) e ele seja pendurado nele.” Obviamente, um único madeiro não teria barra transversal.
Ao traduzir Deuteronômio 21:22, 23 (“madeiro”) e Esdras 6:11 (“madeiro”) os tradutores da Versão dos Setenta empregaram a palavra grega xy’lon, o mesmo termo empregado por Paulo em Gálatas 3:13. Foi também empregado por Pedro quando disse que Jesus “levou os nossos pecados no seu próprio corpo, no madeiro”. (1 Ped. 2:24) Com efeito, xy’lon é usada várias outras vezes para se referir ao “madeiro” em que Jesus foi pendurado. (Atos 5:30; 10:39; 13:29) Esta palavra grega tem o significado básico de “madeira”. Nada subentende que, no caso do penduramento de Jesus, ela significasse uma estaca com uma barra transversal.
Assim, a evidência pontifica que Jesus não morreu na cruz tradicional. Por isso, as testemunhas de Jeová, que certa vez possuíam uma representação da cruz na capa da frente de sua revista A Sentinela, não usam mais tal símbolo. Nem veneram a estaca. Por certo, o instrumento que causou o sofrimento e a morte de Jesus não merece tal reverência, assim como não merece a forca em que um ente querido talvez tenha sido injustamente morto. Ademais, a Palavra de Deus proíbe tal veneração, pois afirma: “fugi da idolatria” e “guardai-vos dos ídolos”. — 1 Cor. 10:14; 1 João 5:21.
Significa isto que as testemunhas de Jeová pouco se importam com a morte de Jesus Cristo? Não. Sabem que, por meio dela, Deus proveu o resgate que liberta a humanidade crente da escravidão ao pecado e à morte. (1 Tim. 2:5, 6) Estes assuntos são considerados com freqüência em suas reuniões. E, como os cristãos primitivos, comemoram anualmente a morte de Jesus durante a celebração da refeição noturna do Senhor. (1 Cor. 11:23-26) Em todas essas reuniões no Salão do Reino local o leitor será calorosamente recebido.

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